Vai fazer um curso técnico EAD? Faça um checklist da instituição antes de fazer a matrícula
Checagem prévia de credenciamento no CEE, regularidade do polo e oferta de aulas práticas evita diplomas sem validade jurídica e prejuízos no registro profissional.
A flexibilidade de horários, a economia com deslocamento e a expectativa de rápida inserção no mercado de trabalho impulsionam a procura por cursos técnicos na modalidade de Educação a Distância (EAD). Contudo, a facilidade de contratação online exige atenção redobrada do estudante para não transformar o investimento profissional em frustração. Ofertas sem respaldo legal ou com pendências regulatórias podem levar o aluno a concluir os estudos e descobrir que seu diploma não possui validade jurídica, como explica Andréia Berto, conselheiro de Educação, integrante da Câmara de Educação infantil e Ensino fundamental.
“Diante dos inúmeros processos que recebemos sobre cursos técnicos na modalidade EAD, destaco que o aluno precisa verificar, antes de assinar qualquer contrato ou pagar taxas, se a instituição de ensino e o polo de apoio estão regularmente credenciados e autorizados pelos órgãos competentes. Essa consulta é essencial para garantir a validade da formação e a legitimidade do diploma ou certificado emitido ao final do curso", explica Andréia.
Andrea acrescenta que também também é essencial checar a regularidade do polo de apoio presencial que atenderá a localidade do aluno.
“O estudante deve desconfiar de ofertas totalmente virtuais quando a profissão requer manipulação de equipamentos, atendimento ao público, realização de procedimentos técnicos ou atuação em campo. Antes da matrícula, é imprescindível apurar como e onde essas práticas acontecerão, quem fará a supervisão e se o polo oferece as condições necessárias para assegurar uma formação segura e de qualidade”, acrescentou.
A precaução antes da matrícula foi fundamental para o estudante Thibério Cezar, que atualmente cursa a formação técnica em Transações Imobiliárias na modalidade a distância. Para garantir a legitimidade da sua formação, ele pesquisou a idoneidade da instituição e confirmou toda a regularidade de atuação perante os órgãos competentes.
“Eu vi muitos anúncios atrativos nas redes sociais oferecendo cursos técnicos com preços abaixo do mercado e promessas de diploma rápido. Porém, antes de assinar o contrato e pagar a matrícula, eu pesquisei tudo sobre a instituição e após essa pesquisa, onde vi que ela atendia a todos os critérios para o fornecimento do curso, fechei contrato com a escola”, relatou Thibério.
Andreia Berto ainda faz uma ressalva explicando onde o estudante pode checar toda a regularidade da instituição.
"Antes de efetivar a matrícula, o estudante deve fazer uma checagem detalhada junto às bases oficiais do Ministério da Educação (MEC), pesquisando tanto pelo nome da instituição quanto pelo nome do curso pretendido”, acrescentou.
Por fim, o CEE recomenda cautela diante de ofertas com prazos excessivamente curtos — como promessas de certificação técnica integral em poucas semanas sem histórico de aproveitamento de estudos —, instituições sem endereço físico verificável ou que operem apenas por redes sociais, além daquelas que demonstram resistência em apresentar a publicação da autorização em Diário Oficial. Para esclarecer dúvidas ou denunciar eventuais irregularidades, o cidadão pode recorrer diretamente ao CEEPB através do e-mail: cee@see.pb.gov.br.