No dia 19 de setembro, a Sessão Plenária do Conselho Estadual de Educação da Paraíba – CEE, em João Pessoa, aprovou VOTO DE APLAUSO ao aniversariante do dia, PAULO FREIRE.

O dia 19 de setembro deve ser lembrado como um momento de reflexão por parte dos educadores e educadoras de todo país frente ao complexo cenário político, social e econômico em que vivemos.

Paulo Freire representa a um só tempo o engajamento e a militância educacional, necessários em todas as épocas, e uma dedicação integral para a construção de uma metodologia educacional emancipatória das camadas oprimidas, num sonho em que o povo possa se educar, se libertar e se tornar sujeito ativo do seu tempo.

Paulo Freire registra uma história de luta junto ao povo brasileiro. Nasceu em 19 de setembro de 1921, foi advogado, professor, ativista da cultura popular em Recife, além de coordenar o Programa Nacional de Alfabetização – PNA (1964), utilizando seu método próprio de Alfabetização de Adultos, desenvolvido e implementado em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Brasília. O PNA, assim como o Plano Nacional de Educação, foi desmantelado nos primeiros dias do Regime Militar. Neste contexto, Paulo Freire foi vítima da censura e perseguição, contudo, sempre em resistência, produziu uma série livros, artigos, ensaios, conferências, com amplo impacto e reconhecimento nacional e internacional. Índice desse impacto e reconhecimento são os marcos deste pensador no campo internacional da educação: é um dos autores brasileiros mais referenciados em estudos de todo o mundo e seu livro Pedagogia do Oprimido (1968), a obra brasileira de maior recepção nas universidades internacionais.

Paulo Freire sempre ponderou e defendeu a prática do diálogo, resultando na proposta de uma gestão participativa, trazendo para a educação do povo, uma nova visão de mundo, crítica, reflexiva e democrática. Neste sentido, a melhor homenagem que podemos dedicar a PAULO FREIRE é sermos fiel ao seu pensamento e conduta, continuar lendo, relendo, divulgando seus livros e reverberando-o em tempos atuais. Pois as palavras do mestre se fazem hoje pertinentes: “O que me surpreende na aplicação de uma educação realmente libertadora é o medo da liberdade” Paulo Freire.